Arquivo do mês: outubro 2009

O outono e suas folhas

Montes de ideias para escrever, mas cadê o tempo?

Por hoje, vai ficar aqui só uma amostra do outono, que chegou firme, primeiro frio e chuvoso, mas agora com sol. E com ele, esta é uma das minhas estações preferidas na Alemanha, apesar dos cachecóis, casacos, meias e botas que voltam a infernizar a vida. O fato é que quando as folhas começam a amarelar e os parques tomam todas as tonalidades de vermelho, laranja, verde e marrom, eu me sinto como se fosse parte de um quadro impressionista. Esqueça os detalhes, importante são as cores.

Sem falar que andar sobre um tapete de folhas de todas as formas, ouvindo o barulhinho abafado e dando uns chutes de vez em quando para elas voarem, é uma alegria de criança.  É, eu adoro o outono.

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Entrevista com o intérprete Marten Henschel

Um dos melhores intérpretes que conheço, o Marten Henschel, deu uma entrevista muito boa ao portal news.de, falando da profissão e contando casos que presenciou nos mais de 15 anos de profissão. É pena que esteja apenas em alemão, mas vale a pena conferir.

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Curso de legendagem em São Paulo

A Carolina Alfaro, excelente professora de tradução e legendagem, vai oferecer mais um curso em São Paulo em março de 2010. Quem se interessa pela área não deve perder essa oportunidade e correr para fazer sua inscrição a tempo de aproveitar os preços promocionais.

Mais detalhes no blog da Carol,  A Arte da Tradução, ou no site da Scriba Traduções.

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Cultura sanitária

Conversa sobre “choque cultural” geralmente vem recheada dos comentários de praxe: mentalidades diferentes, outros valores, intolerância, um monte de coisas abstratas que ficam muito bem em livros, palestras, aulas e discussões mais aprofundadas. Mas na prática, acredito que cada um tem a sua versão particular do que vem a ser isso.

Para mim, o choque cultural mais evidente é sanitário e começa já no aeroporto.

Chega aquele vôo lotado de São Paulo em Frankfurt, os brasileiros desembarcam e não demora muito já se forma uma fila de mulheres no primeiro banheiro que aparece. Chega a sua vez, você entra na cabine apertadinha e vê pedaços de papel higiênico amontoados num cantinho atrás do vaso. Porcaria, descaso? Não. Faltou o lixinho! No Brasil, é normal encontrar avisos na parede, pedindo que o papel não seja jogado no vaso, para evitar entupimentos. O ato de jogar o papel no lixinho é tão natural que é fácil imaginar as brasileiras em Frankfurt, com os jeans pelos joelhos e o papel na mão, sem saber o que fazer com ele.

Para quem já passou muito tempo fora do Brasil, como eu, o choque sanitário acontece às avessas. Primeira visita a um banheiro público e o papel vai direto para o vaso. Descarga dada, a água começa a subir de forma ameaçadora e eu ali, já rezando para a inundação parar antes de começar. Saio da cabine olhando para os lados, me sentindo culpada. O papel ficou lá, nadando em círculos, como prova de que banheiro também é cultura.

Aliás, banheiro é um tema que ainda pode dar muitos posts. Na comunidade de tradutores no orkut houve há tempos uma discussão divertida e instrutiva sobre a importância (ou não) do lixinho. Mas por hoje, fico por aqui.

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