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Bons motivos para voltar

Fiquei longe do blog por mais tempo do que pretendia, mas a vontade de compartilhar duas coisas com vocês hoje me fez voltar.

Ontem fui a Frankfurt, assistir a mais uma palestra do meu amigo Felipe Tadeu, jornalista que vem realizando uma série maravilhosa de palestras sobre música brasileira no Consulado Geral do Brasil, interpretadas para o alemão sempre pelo ótimo Michael Kegler. Quem estiver na Alemanha lendo isso, fique de olho no site do consulado e do Centro Cultural Brasileiro em Frankfurt, que organizam o evento, para não perder a próxima. O trabalho que o Felipe vem fazendo, divulgando o que há de melhor na nossa música, é admirável.

Vejam só a foto linda que escolheram para o cartaz.

Vejam só a foto linda que escolheram para o cartaz.

Mas o que eu queria era ainda falar de como foi interessante assistir também à atuação do Michael como intérprete. Além de já terem trabalhado juntos em vários projetos, ele e o Felipe são amigos. Então havia ali uma perfeita sintonia entre os dois, o que gerava um clima de bate-papo entre amigos em toda a sala. O Felipe é um cara cheio de histórias para contar, o que é ótimo, mas também um desafio para o intérprete. Ele começa a falar de um assunto, entremeia a coisa com alguma anedota, lembra de mais outra história para contar e tece mais uns dois ou três comentários, antes de fechar a linha de pensamento com chave de ouro. Tudo isso vem recheado de datas, títulos de álbuns, nomes de bandas e de músicos. E, como vocês já devem estar imaginando, os períodos de fala são longos. O intérprete tem que estar muito concentrado, não se perder nas anotações, acompanhar o ritmo da dança e manter o bom humor característico de tudo o que o Felipe diz.

Eu curto muito acompanhar o trabalho de colegas nessas oportunidades, não para criticá-los, mas para aprender com eles. Para mim, o prazer ontem foi dobrado. Tive a palestra e uma aula.

Outro excelente motivo para voltar e escrever esse post é o novo bate-papo no site do Tradcast: o primeiro podcast brasileiro de tradução. Foi ao ar ontem uma entrevista com o tradutor Renato Motta, uma pessoa que eu admiro demais. O Renato é uma dessas pessoas que a gente gosta de cara, sempre sorrindo, fala baixinho e é capaz de te dar profundas lições de vida com apenas quatro ou cinco palavras, mas sem nenhum tom professoral. É um tradutor e tanto, sempre disposto a compartilhar suas experiências, e é justamente isso que ele faz no podcast. É também uma aula, mas você vai ouvir com a impressão de estar com ele e o resto do pessoal no bar da esquina. O resto do pessoal é a turma que vem fazendo esse projeto fantástico que é o Tradcast: a Érika Lessa, a Claudia Mello Belhassof, o Marcelo Neves e o Roney Belhassof. Agora, dêem uma olhada nos sorrisos aí embaixo, passem lá, clicando aqui, e vejam se eu exagerei na descrição do clima.

Claudia, Marcelo, Érika (virtual), Roney e seu convidado, Renato.

Claudia, Marcelo, Érika (virtual), Roney e seu convidado, Renato.

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Arquivado em Dicas, Interpretação, Vida profissional

Que tal trabalhar com estabilidade?

Não estou falando de estabilidade de carreira.

Não é segredo para ninguém que me conhece que sou macmaníaco. Tenho quase tudo da marca da maçã mordida e digo que é mesmo muito melhor do que a marca da janelinha colorida. Discurso tanto sobre as vantagens de ter um MAC que até consegui convencer a Bete a adquirir um cérebro eletrônico desses e, segundo tenho ouvido dela, a minha amiga está muito feliz com o desempenho do seu novo computador.

Resolvi começar a postar um ou outro artigo sobre essa tecnologia, pois estou muito convencido de que é um ótimo sistema operacional e hardware para tradutores. A estabilidade do sistema é a sua maior vantagem.

Desde que estou trabalhando com o meu MAC, nunca mais utilizei o termo “deu pau”, nunca mais perdi trabalho por ele “travar” e eu ter de desligar tudo para a máquina funcionar novamente. O que mais me encantou foi o silêncio ao trabalhar com o computador. Odeio máquina que fica com a ventoinha ligada, parecendo turbina de avião.

Mas sou mais um entusiasta dessa tecnologia do que um nerd tecnológico. Sofri bastante no começo, pois, como disse o criador do Linux, o sistema operacional está instalado na cabeça das pessoas e reaprender a trabalhar com outro sistema é duro no começo, mas depois tive as compensações.

Bem, mesmo tendo um MAC, eu também preciso do Windows instalado no computador, pois todas as ferramentas de tradução e os dicionários em software que uso funcionam somente dentro do ambiente do Windows. Uma pena! Talvez um dia isso acabe.

Mas aí você se pergunta – por que preciso de um computador trabalhando com dois sistemas operacionais diferentes? E eu respondo – porque o sistema operacional principal é o sistema da maçã que é muito mais estável do que o sistema da janelinha. Como o Windows trabalha “dentro” do MAC, ele corre muito menos risco de “travar”. E essa é uma das vantagens. Outra vantagem é que não existe vírus para MAC e o seu computador não vai apanhar “uma doença” ao andar pelo mundo internético.

Teve algum contratempo? Sim, tive. O meu maior problema foi com a configuração do Parallels (software que cria um ambiente virtual para rodar o Windows). Eu não sabia que é possível atribuir mais memória RAM a um ou outro sistema operacional para otimizar o funcionamento durante o trabalho.

Fui atrás de resolver o problema e descobri que essa configuração é feita dentro do Parallels, no menu “Máquina Virtual”. Para quem se interessar, na página do Parallels, em downloads, é possível baixar o User Guide da versão 7 e configurar o sistema.

Por hoje chega, mas aos poucos vou postando um ou outro artigo sobre isso.

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Oferta do MemoQ para a América Latina

Acabei de receber uma mensagem do pessoal da Kilgray anunciando um desconto de 40% na compra do MemoQ Pro para a América Latina. A oferta é válida a partir de hoje até 6 de setembro. Quem estiver interessado encontra mais detalhes aqui.

Eu comprei a minha licença durante uma oferta dessas e valeu cada centavo do investimento. Juro que não estou levando comissão para dizer isso, mas estou muito satisfeita com o programa. Vale testar e conferir, antes que a oferta acabe.

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TradCast no ar

Talvez vocês já saibam, mas eu só fiquei sabendo hoje: três colegas queridos —  Claudia Mello Belhassof, Érika Lessa e Marcelo Neves — lançaram o primeiro podcast brasileiro de tradução, o TradCast. O primeiro episódio está no site www.tradcast.com.br e dá uma boa ideia do que pode vir por aí. Os três são competentes, criativos e predestinados para abordar temas sérios sem perder o bom humor. Não percam e aproveitem para sugerir temas e participar! Eu vou já colocar o link nas nossas dicas ali do lado.

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