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Jogo rápido no intervalo

Isso nem chega a ser um post, mas queria contar para vocês.

Eu gosto de ouvir os locutores de futebol na TV alemã enquanto estou trabalhando na outra sala. A gente sente o tom de voz aumentando e sabe que estão chegando perto do gol.

Agora mesmo, no jogo (surpreendente!) França x México, ouvi uma ótima. O locutor foi dizendo os nomes do jogadores que davam passes, o tom de voz foi aumentando e aí o suspense terminou com ele dizendo “Fulano para Sicrano e… Bitte schön, Danke schön”.

Perfeito! Quem fala um pouco de alemão sabe que essa é de longe a combinação de frases mais usada nesse país. Ofereceu? Bitte schön! Recebeu? Danke schön! Há esquetes memoráveis de comediantes alemães usando isso em diálogos intermináveis. Pois o locutor soube usar isso muito bem. Mesmo quem não viu o que tinha acontecido, ficou sabendo que alguém no campo entregou a bola de mão beijada. Gostei.

Agora, sinceramente, aquele pênalti no segundo tempo merecia um grande “Danke schön!” dos mexicanos! Pode?

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Futebol e integração

Fiquei quase um mês sem escrever porque a coisa aqui andou pegando. Mas a Copa começou e, com ela, a lista de assuntos interessantes para o blog está crescendo. Então resolvi dar o meu pontapé inicial.

Os estrangeiros que se naturalizam na Alemanha passam por um teste de alemão, oferecido por uma empresa parceira do governo federal, a TELC. Essa empresa organiza não só as provas, mas também os chamados cursos de integração oferecidos aos emigrantes estrangeiros, um misto de curso de lingua e introdução à cultura alemã.

Hoje essa empresa me enviou um cartaz fazendo propaganda desses cursos com um brasileiro, o jogador Cacau que no domingo passado fez um belo gol pela seleção alemã. Cacau joga no time de Stuttgart, é um dos pouquíssimos jogadores brasileiros que fala bem alemão e se naturalizou no país. Ele próprio afirma que a língua foi um dos fatores que o ajudou a se integrar na sociedade alemã e, por isso mesmo, foi escolhido pela TELC como “embaixador do multilinguismo e da integração”.

Não há dúvida que ele tem razão. Ninguém pode se sentir em casa enquanto não for capaz de se comunicar com os outros moradores. Mas eu acho que o que abriu o coração dos alemães para o Cacau entrar, além do sorriso simpático e o jeito simples que ele tem, foram os gols. Ele literalmente vestiu a camisa do Stuttgart e briga para ganhar com o time. E está fazendo o mesmo na seleção alemã. Aí, ninguém mais quer saber se ele nasceu no lado de cá ou de lá do Atlântico. Para os alemães, ele nasceu no campo do Stuttgart. E ainda por cima tem um nome fácil de pronunciar! (Agora mesmo, com o o primeiro jogo do Brasil em vias de começar, a repórter alemã corrigiu Oliver Khan, que havia pronunciado Grafite corretamente, para dizer que o certo é “Grafitê”; Robinho também virou “Rôbinhô”.)

Mas a seleção alemã está cheia de nomes nada germânicos, o que é mais que uma simples curiosidade e vai ficar para o próximo post porque agora, se me dão licença, vou ali pegar minha bandeirinha verde-amarela e torcer pelo meu time.

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